domingo, 21 de novembro de 2010

A lesma e os outros destemidos

Quando se vai de Erasmus acabamos por conhecer muita gente nova (sim, mesmo aqui neste cantinho distante, chamado Klaipéda). Pessoas de diferentes culturas, com diferentes objectivos mas iguais a nós na vontade de viver a vida ao máximo, aproveitar o que a vida tem para oferecer. Não só a minha família klaipediana se destaca no excelente ambiente que se vive nesta cidade, outros, também conhecidos como família do dormitório, merecem destaque, por todos os bons momentos que proporcionam. 
Pedro (Espanha) e Lena (Alemanha)
Moises (Espanha), Pedro e Dorien
Pierre (França), Pedro, Dorien, Gerald, lesma
É assim que a nossa casa fica quando temos visitas.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Produções Lesma & Família perturbada, Lda


Quando se vive com uma família perturbada, estas coisas acontecem, mas sem dúvida que viver com eles vale a pena. A Lituânia não seria a mesma coisa sem eles.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lesma e a família perturbada

Um registo fotográfico daquele que foi um dia espectacular com a minha família de Klaipéda. O meu verdadeiro Halloween.

A assassina
Dorien - A morcego

Regressei do mundo dos mortos
Assustadores?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A lesma de molho

Frio, frio, muito frio. Não, não é este um dos prazeres da Lituânia, mas de certeza que não poderia ter desfrutado de uma sexta-feira à noite tão espectacular sem ele.
Fomos convidados pelos representantes da Universidade para participar numa noite de Sauna e uma espécie de jacuzzi. Fomos não para muito longe de Klaipèda, apenas a 7 km de distância, literalmente para o meio do nada, onde apenas se via uma casita de madeira. Lá, encontramos uma belíssima sauna, uma "banheira" de madeira com água quente ao ar livre (já a fumegar) e um lago. Foi-nos explicado qual é a rotina e ordem de processos num sítio daqueles. Começamos primeiro pela Sauna, ficamos lá uns minutos, basicamente todos aqueles que conseguirmos suportar dada a elevada temperatura. Após a saída da Sauna é chegada a hora do grande desafio, saltar para um lago gelado. A muito custo, lá me rendi, e saltei lá para dentro. Primeira sensação? Coração a abrandar, o ar parece não querer chegar aos pulmões. Solução? Sair dali o mais depressa possível. Por muito estranho que pareça, quando saímos cá para fora, a sensação é muito melhor do que se podia esperar. É uma sensação fresca, de relaxamento, difícil de explicar. Quando o frio começa a fazer-se sentir, é entrar para dentro da banheira com água quente, e olhar as estrelas. Esta sensação é viciante, razão pela qual andei a saltar de uns sítios para os outros.
Tive ainda tempo de desfrutar na Sauna de uma bela massagem tradicional. É feita com ramos de uma árvore da qual não me lembro do nome. A massagem é estranha, mas consiste em empurrar o ar quente da Sauna de encontro à pele, portanto desfruta-se ao máximo do calor que lá se faz sentir.
O frio não tem só desvantagens... embora para uma portuguesa seja difícil de suportar.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quem não tem cão, caça com gato

Onde quer que vá, por muito longe que vá, não deixo de sentir a necessidade de me alimentar convenientemente. Quem me conhece bem sabe que não resisto a um belo petisco, docinho, ou tudo aquilo que constitua comida propriamente dita (com a excepção dos bróculos e dos espinafres). Devido a essa minha necessidade fisiológica, tenho vindo a apurar o meu gosto pela culinária, o que nem sempre é fácil quando nos mudamos para um país como a Lituânia, onde a escassez de alimentos semelhantes aos portugueses é bastante elevada.
A mudança de casa, trouxe também algumas limitações na preparação dos ditos petiscos, em especial aqueles que são extremamente calóricos. O electrodoméstico de que mais tenho sentido falta é sem dúvida a batedeira, bater claras em castelo com um batedor de varas não é para todos, só mesmo para quem tem MUITA paciência. Vai daí, que o meu companheiro de casa, Gerald, decidiu adaptar um outro electrodoméstico, a varinha mágica, numa batedeira. Isto, só depois de eu ter levado um banho de natas. Como diz o ditado popular, "Quem não tem cão, caça com gato".


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A lesma e a distância...

Se procurarmos distância no dicionário aparece-nos toda uma variedade de definições, como afastamento, intervalo entre dois lugares, período de tempo entre duas ocasiões, entre outras explicações. O que escasseia no dicionário é a aplicabilidade na vida real.
Eu estou a aproximadamente 3500 quilómetros de Portugal, distante de tudo e de todos. O que me traz então a distância? Quais as vantagens e desvantagens desta distância? Não é fácil enumerá-las ou mesmo decidir qual delas pesam mais na nossa vida. Por um lado, a distância tem a vantagem de nos proporcionar novas experiências, aprendizagens, de nos ajudar a dar valor ao que deixámos para trás, ajudar a crescer e a conquistar a nossa independência, o nosso lugar no mundo. Mas tudo tem prós e contras, e por vezes a distância é um verdadeiro empecilho. As notícias chegam-nos de longe e vemo-nos impedidos de responder como faríamos se a distância não existisse, sentimo-nos impotentes perante a realidade. Este é o principal contra da distância, sentirmo-nos impotentes.
Resta-nos apoiar aqueles que mais gostamos da única maneira que podemos, através das palavras. Por isso, para ti, toda a força do mundo.

As lesmas patinam?!

Calçar os patins foi a parte fácil. A seguir surgiu a pergunta, "Será que dá para caminhar com os patins na alcatifa?". A verdade é que funcionou, e acreditem, foi a parte mais fácil. O aproximar do ringue de patinagem fez-se sentir por um friozinho que percorreu a espinha. 
Um patim no gelo, um segundo patim no gelo e imediatamente a mão no corrimão para evitar cair. O gelo é mesmo escorregadio! Os primeiros metros foram percorridos sempre com a mão no corrimão. Como lesma destemida que sou, lá soltei o corrimão e me libertei para mais uma experiência incrível.
Não foi a minha primeira experiência no gelo, mas sim a segunda. A primeira foi há uns anos, lá para os lados de Santos. O que têm em comum estas duas tentativas? Não caí! Desta vez fui muito mais destemida, o que me valeu uma quase queda, com direito a mão no chão e muito gelo solto. Para a próxima serei ainda mais destemida, talvez tente umas piruetas.

Moral da história: as lesmas patinam e com muita classe.