terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Lesma lecciana

Embora 8h e 15 minutos num comboio possa parecer uma tortura, acabou por não ser mau de todo. Grande parte do tempo foi passado a dormir até ser acordada pelo bater na porta e o primeiro "buongiorno" dos próximos seis meses. Até me trouxeram o jornal e tudo! Foi o acordar para uma nova realidade, uma nova cidade, um novo capítulo da vida da lesma. Os últimos minutos no comboio foram feitos com a ansiedade de quem não sabe o que vai encontrar.
A primeira impressão foi.... cheiro a estrume. Fiquei mais aliviada quando a Sara me comunicou não ser muito normal (ela só estava em Lecce há apenas dois dias, por isso, logo se vê).
No geral, assim à primeira vista a cidade é bastante bonita, diferente de tudo o que já vi, contrastando espaços amplos com ruas labirínticas.
Agora é altura de ambientar-me ao estilo de vida italiano (o que julgo não ser difícil), e desfrutar de mais uma aventura.
Os meus poderes de detective já estão em acção (sim, queridas meninas, não me esqueci de vocês).

A vossa lesma lecciana!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O adeus da lesma.... à neve!

Aeroporto de Vilnius, -8 ºC lá fora. Acabo de gastar as minhas últimas Litas, acabaram-se as compras com a calculadora na mão e a moeda baratinha. Regresso à realidade durante cerca de 17 dias, preparada para restabelecer as emoções e (re)encontrar família e amigos. As saudades de Klaipéda, essas, são já muitas. Momentos vividos, mas que nunca mais serão esquecidos. Pessoas deixadas para trás, quem sabe se um dia as voltarei a ver. Uma família klaipediana separada pelo tempo e pelo futuro de cada um.

Embora seja duro partir, devo admitir que foi sem dúvida uma das melhores experiências da minha vida, inesquecível, daquelas que nunca me cansarei de relembrar com lágrimas nos olhos, seja por chorar de emoção, seja por chorar a rir. 

Entretanto venha o Natal e o Ano Novo. Ah, Ano Novo, venha Itália a seguir.
Uma rosa para cada princesa.
Até ao fim...
Não são preciso laços de sangue para se ter uma família fabulosa
A última foto.... 


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O desabafo da lesma

São os últimos dias na Lituânia, e por muito esforço que fizesse seria impossível escrever sobre tudo aquilo que vivi neste país. Tempo para escrever não me falta, o pior é passar para o "papel" aquilo que me vai na alma. Viagens que fiz, pessoas que conheci, tudo é difícil descrever. A beleza das coisas que vivi ficará para sempre no meu coração, no meu pensamento. As memórias, essas, podem suavizar com os anos, mas certamente lembrar-me de apenas um detalhe vai despertar um conjunto de emoções, aquele arrepio na espinha que nos faz vibrar. Se valeu a pena viajar tantos quilómetros, estar longe da realidade portuguesa? Sem dúvida. Viajar devia ser um direito adquirido quando nascemos.

Neve, neve, neve. Sim, aqui não pára de nevar. Se algum dia ficarei farta? Naaaaa, não me parece. Lutas de bolas de neve, ficar enterrada até aos joelhos, escorregar quando a neve se transforma em gelo, sentir um floco de neve derreter nas nossas bochechas, fazer bonecos de neve, são algumas das coisas que a Lituânia me tem proporcionado nas últimas semanas. Também nunca pensei ter a oportunidade de dar um belo passeio na praia de Inverno, e caminhar sobre a neve. Foi um dos cenários mais bonitos que vi.

O tempo passa depressa, as despedidas serão difíceis, mas enfim, faz tudo parte da vida. Pessoas vêm, pessoas vão mas ficam para sempre no nosso coração.

domingo, 21 de novembro de 2010

A lesma e os outros destemidos

Quando se vai de Erasmus acabamos por conhecer muita gente nova (sim, mesmo aqui neste cantinho distante, chamado Klaipéda). Pessoas de diferentes culturas, com diferentes objectivos mas iguais a nós na vontade de viver a vida ao máximo, aproveitar o que a vida tem para oferecer. Não só a minha família klaipediana se destaca no excelente ambiente que se vive nesta cidade, outros, também conhecidos como família do dormitório, merecem destaque, por todos os bons momentos que proporcionam. 
Pedro (Espanha) e Lena (Alemanha)
Moises (Espanha), Pedro e Dorien
Pierre (França), Pedro, Dorien, Gerald, lesma
É assim que a nossa casa fica quando temos visitas.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Produções Lesma & Família perturbada, Lda


Quando se vive com uma família perturbada, estas coisas acontecem, mas sem dúvida que viver com eles vale a pena. A Lituânia não seria a mesma coisa sem eles.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lesma e a família perturbada

Um registo fotográfico daquele que foi um dia espectacular com a minha família de Klaipéda. O meu verdadeiro Halloween.

A assassina
Dorien - A morcego

Regressei do mundo dos mortos
Assustadores?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A lesma de molho

Frio, frio, muito frio. Não, não é este um dos prazeres da Lituânia, mas de certeza que não poderia ter desfrutado de uma sexta-feira à noite tão espectacular sem ele.
Fomos convidados pelos representantes da Universidade para participar numa noite de Sauna e uma espécie de jacuzzi. Fomos não para muito longe de Klaipèda, apenas a 7 km de distância, literalmente para o meio do nada, onde apenas se via uma casita de madeira. Lá, encontramos uma belíssima sauna, uma "banheira" de madeira com água quente ao ar livre (já a fumegar) e um lago. Foi-nos explicado qual é a rotina e ordem de processos num sítio daqueles. Começamos primeiro pela Sauna, ficamos lá uns minutos, basicamente todos aqueles que conseguirmos suportar dada a elevada temperatura. Após a saída da Sauna é chegada a hora do grande desafio, saltar para um lago gelado. A muito custo, lá me rendi, e saltei lá para dentro. Primeira sensação? Coração a abrandar, o ar parece não querer chegar aos pulmões. Solução? Sair dali o mais depressa possível. Por muito estranho que pareça, quando saímos cá para fora, a sensação é muito melhor do que se podia esperar. É uma sensação fresca, de relaxamento, difícil de explicar. Quando o frio começa a fazer-se sentir, é entrar para dentro da banheira com água quente, e olhar as estrelas. Esta sensação é viciante, razão pela qual andei a saltar de uns sítios para os outros.
Tive ainda tempo de desfrutar na Sauna de uma bela massagem tradicional. É feita com ramos de uma árvore da qual não me lembro do nome. A massagem é estranha, mas consiste em empurrar o ar quente da Sauna de encontro à pele, portanto desfruta-se ao máximo do calor que lá se faz sentir.
O frio não tem só desvantagens... embora para uma portuguesa seja difícil de suportar.